caópolis.


Anatomia de Um Coelho

Finalmente. Esta foi a minha obra que gastou mais tempo, dinheiro, material… Foi a mais planejada, e a que mais demorei a começar a fazer depois que tive a idéia (tive há pelo menos um ano, só comecei a fazer neste domingo). Certamente não é a mais bonita nem a mais legal, mas definitivamente gostei de planejar e fazer. Podem apostar que farei outras obras no estilo, talvez não para a exposição de agosto (já que leva muito tempo, e meu tempo está acabando), mas para uma próxima exposição talvez (óia xP).

Anatomia de Um Coelho

Este “coelho” é um coelho como o de Alice no País das Maravilhas, apressado, preocupado com o trabalho, com o tempo, representando o homem moderno… Há, contudo, algumas diferenças interessantes (que de certa forma enfatizam a imagem original do coelho), e é aí que os materiais falam…

Meus planos originais para o cérebro consistiam em fazê-lo com uma cédula recortada. Tive que mudar de idéia, já que descobri que fazer isso é crime federal. Minha solução foi imprimir a imagem de uma cédula de 10 reais no tamanho normal, e então recortá-la e fazer o cérebro como eu queria. Obviamente isso simboliza que ele só pensa em dinheiro, em lucro, em ganho pessoal.

Anatomia de Um Coelho (detalhe)

O fone está ligado no “coração” do coelho, que é um relógio (funcionando), meio que dizendo que ele só ouve o tique-taque do relógio, só se preocupa com seus horários, seus compromissos, e não “ouve” o mundo ao redor.

O coração-relógio do coelho, por sua vez, cheio de fios e ligado a uma placa de circuito (‘restos mortais’ de um carregador de MP4 =P), dá a nítida impressão de que ele é uma bomba-relógio…

Anatomia de Um Coelho (detalhe)

O esqueleto foi feito com recortes de um livro de física. Não sei claramente por que fiz isso, foi mais para chocar os nerds xP… Mas de certa forma representa a idolatria da ciência pelo “homem moderno” (não que a ciência seja de todo ruim, longe disso, mas essa ciência preocupada com avanços tecnológicos que visam somente lucros cada vez maiores, essa ciência que se esquece das pessoas, essa ciência é ruim).

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