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A revista IdeaFixa esteve selecionando, para compor sua próxima edição, trabalhos sob o seguinte tema:
“Dizem por aí que uma imagem vale por mil palavras. Mas quais são as possibilidades de uma imagem feita com palavras? O que muda numa imagem quando se tem algo escrito nela? É o que a IdeaFixa quer saber de você na próxima edição. As imagens podem ser apenas tipográficas ou usarem a tipografia como apoio.”
Ou seja, perfeito para mim…
Acontece que o material que eu tenho nessa área está com qualidade péssima, tive que refazer, e isso me atrasou e quase me deixou fora do processo de seleção (mandei quase agora, quase três dias depois do fim do prazo, mas felizmente aceitaram – só não sei ainda se selecionaram)… Seguem abaixo os trabalhos que enviei:
Ah, aproveitando a ocasião… Para os que ainda não sabem, minha exposição vai atrasar um pouco, vai começar quinta-feira, às 12:00, e ficará até dia 21, de segunda a sexta, das 8:00 às 17:00, na Galeria Capibaribe, no Centro de Artes e Comunicação da UFPE. Estão todos convidados! Alguns estarão mais convidados do que outros porque em breve um dos caras responsáveis pela divulgação da exposição enviará um convite por e-mail todo bonitinho para uma lista que fiz de familiares, amigos, conhecidos, professores, faxineiros, médicos, paqueras, ídolos, fãs… Enfim, só vai pouca gente se a exposição estiver uma porcaria, porque a divulgação já está providenciada…
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Saindo um pouco da mesmice de ambigramas com rostos…
P.S. (02/08/09): Há uma versão refeita deste ambigrama, para a revista IdeaFixa:

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I said if you’re thinkin’ of being my brother
It don’t matter if you’re…

(Solo de guitarra)
Pronto, prestei minha homenagem.
P.S.: Preciso dar um nome a esse tipo de ambigrama…
P.S. (02/08/09): Há uma versão refeita deste ambigrama, para a revista IdeaFixa:

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Bem longe de estar tão bom quanto meu primeiro ambigrama no estilo, o do coringa, mas gastei muito mais tempo com ele, e cheguei a parar de tentar por alguns minutos por achar que era impossível. Estou pondo ele aqui mais pelo esforço que gastou do que pelo resultado final. Falando em resultado final… Cara, eu preciso aprender a vetorizar… Faço uns paliativos no Fireworks e no Paint, e até então estava dando para o gasto… Só que fazer todo tipo de ambigrama está virando minha especialidade, e chegará o dia em que eu poderá ganhar dinheiro com isso, mas ambigramas ficam mais bonitinhos e profissionais se estiverem vetorizados, e bem vetorizados.
Para quem não sabe, esse cara do ambigrama é Malcolm McDowell, interpretando Alex DeLarge, no filme Laranja Mecânica, dirigido por Stanley Kubrick, inspirado no livro homônimo de Anthony Burgess. Um ótimo ator num ótimo papel em um ótimo filme de um ótimo diretor, baseado num ótimo livro de um ótimo autor.
A frase usada, retirada do livro e do filme, nem é tão célebre, mas expressa bem a personalidade de Alex (antes do tratamento pelo método Ludovico). “Ready for a bit of the old Ultraviolence“, “Pronto para um pouco da velha Ultraviolência“.
P.S. (02/08/09): Há uma versão refeita deste ambigrama, para a revista IdeaFixa:

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Sei que ninguém aguenta mais ouvir, ver e falar sobre o coringa mais recente, o interpretado por Heath Ledger, mas essa idéia andava pela minha cabeça há algum tempo, e hoje resolvi começar a rabiscar pra ver se dava certo. Deu.

Fiz ainda uma versão colorida (clique para ver uma versão ampliada):
Legal, né =P? É um tipo difícil de ambigrama, pois exige não só habilidade com letras e tipografia, mas também habilidade com desenho. Meus primeiros e únicos contatos com esse tipo de ambigrama foram numa campanha publicitária da veja, sob o discutível slogan “Quem lê veja entende os dois lados“, produzida pela agência AlmapBDDO.

P.S. (07/08/09): Há uma versão refeita deste ambigrama, para a revista IdeaFixa:

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Finalmente. Esta foi a minha obra que gastou mais tempo, dinheiro, material… Foi a mais planejada, e a que mais demorei a começar a fazer depois que tive a idéia (tive há pelo menos um ano, só comecei a fazer neste domingo). Certamente não é a mais bonita nem a mais legal, mas definitivamente gostei de planejar e fazer. Podem apostar que farei outras obras no estilo, talvez não para a exposição de agosto (já que leva muito tempo, e meu tempo está acabando), mas para uma próxima exposição talvez (óia xP).
Este “coelho” é um coelho como o de Alice no País das Maravilhas, apressado, preocupado com o trabalho, com o tempo, representando o homem moderno… Há, contudo, algumas diferenças interessantes (que de certa forma enfatizam a imagem original do coelho), e é aí que os materiais falam…
Meus planos originais para o cérebro consistiam em fazê-lo com uma cédula recortada. Tive que mudar de idéia, já que descobri que fazer isso é crime federal. Minha solução foi imprimir a imagem de uma cédula de 10 reais no tamanho normal, e então recortá-la e fazer o cérebro como eu queria. Obviamente isso simboliza que ele só pensa em dinheiro, em lucro, em ganho pessoal.
O fone está ligado no “coração” do coelho, que é um relógio (funcionando), meio que dizendo que ele só ouve o tique-taque do relógio, só se preocupa com seus horários, seus compromissos, e não “ouve” o mundo ao redor.
O coração-relógio do coelho, por sua vez, cheio de fios e ligado a uma placa de circuito (‘restos mortais’ de um carregador de MP4 =P), dá a nítida impressão de que ele é uma bomba-relógio…
O esqueleto foi feito com recortes de um livro de física. Não sei claramente por que fiz isso, foi mais para chocar os nerds xP… Mas de certa forma representa a idolatria da ciência pelo “homem moderno” (não que a ciência seja de todo ruim, longe disso, mas essa ciência preocupada com avanços tecnológicos que visam somente lucros cada vez maiores, essa ciência que se esquece das pessoas, essa ciência é ruim).
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Eu já planejava fazer esse desenho desde a época do primeiro Desenhando-te. Não lembro exatamente por que eu não fiz na época, mas resolvi fazer agora, aproveitando que refiz aquele desenho.
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O original era MUITO pequeno (menor do que uma folha de papel comum -A4), então resolvi refazer. Usei outra foto como referência por achar que a antiga tinha alguns defeitos que eu poderia melhorar, mas no final acabou ficando mais ou menos no mesmo nível, talvez um pouco melhor…
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Já falei do artista plástico, animador e diretor tcheco Jan Švankmajer por aqui. Esta pintura de agora não precisava ser um retrato dele, já que o aspecto mais interessante dela (a mudança de aparência se vista com material translúcido azul) independe disso, mas resolvi homenageá-lo, por ser muito fã do seu trabalho, além de que a “mensagem” desta obra acaba tendo um bocado a ver com a arte dele.
A verdade é que acabo também “homenageando” indiretamente vários amigos com esse desenho. Fabiana Peixoto, por ter me mostrado algumas imagens estereoscópicas há não muito tempo, o que certamente incubou na minha mente idéias como a dessa pintura. Clara Percílio, por ter me apresentado o trabalho de Jan Švankmajer e, principalmente, por ter me feito ter contato pela primeira vez com a máxima “A distância entre loucura e genialidade é medida apenas pelo sucesso”, que consiste mais ou menos na mensagem desta obra. Por fim, o meu grande amigo Arthur Soares, e seu blog A Insanidade, cujo nome acabei vendo enquanto pensava no que escrever no desenho (minha idéia inicial era escrever alguma coisa em tcheco, talvez Šílení mas a vista do blog me deu a idéia do insanidade/sanidade). Eis a obra (preciso dizer que está melhor no original do que na versão escaneada?):
Aqui eu tentei simular como a obra seria vista através de um material translúcido (acetato, papel celofane, etc) azul.
Nas imagens seguintes eu mostro o “visor” improvisado que fiz para se ver o desenho alterado. Está escrito “sucesso” nele para fazer referência à frase “A distância entre loucura e genialidade é medida apenas pelo sucesso“, já que, através do “visor azul do sucesso”, Svankmajer não é mais visto com uma expressão louca, e, onde se lia “insanidade“, lê-sê “sanidade“.
Obs.: Dependendo do material translúcido azul utilizado, pode ser necessário ver através de duas camadas desse material para se obter o efeito desejado.
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Guache e lápis de cor sobre tela.
Não há ilusão de ótica intencional nesta pintura, são só duas cabeças num tabuleiro de xadrez. De certa forma, contudo, acaba sendo uma ilusão de ótica, se tomarmos como seu conceito “enganar visualmente”, pois esta obra engana visualmente ao fazer o observador se sentir enganado sem que haja enganação alguma =P.












