Fui selecionado para ministrar uma oficina sobre ambigramas no Encontro Estadual de Estudantes de Design de Pernambuco 2009, o ÉDesign. Haverá a parte teórica com slides super legais que fiz =D, e a parte prática, com dicas e orientações minhas. Fui avisado há um bom tempo, mas eu queria terminar uma coisa antes de fazer este post… E essa coisa é isto:

Meu primeiro ambigrama real e decentemente vetorizado, e consequentemente o mais bonitinho e bem acabado. O ambigrama em si não foi lá tão difícil de desenvolver, já que é bem parecido com o de NDesign, e a própria vetorização não foi muito trabalhosa… Acho que estou pegando a manha…
A data e o horário exato em que darei a oficina eu ainda não sei, mas não importa a vocês, afinal as inscrições pela internet para o evento já estão acabando e a maioria de vocês é de outro estado e não tem interesse em eventos de design e teriam que ser muito obcecados por ambigramas ou por mim pra viajar e participar de um evento só pra ver uma oficina minha. De qualquer forma, vou dizer, daqui a pouco, “estão todos convidados!” só por hábito, mas não significa nada, até porque o evento é pago. Estão todos convidados!
Fiz isto há um bom tempo, para o primeiro Ambigram Challenge, mas não publiquei aqui por razões competitivas, mas também para não criar muitas expectativas em vocês, já que eu não estava muito confiante de que iria ganhar. E realmente não ganhei, não ganhei sequer uma menção honrosa ou algo do tipo, como podem ver aqui. A verdade é que, se eu soubesse que John Langdon estava participando, eu nem teria tentado, sério mesmo. Mas como fui bem pior que ele e do que uma porrada de gente, eu perderia de qualquer forma. Eis o que enviei:
Um ambigrama do tipo “totem” (eixo de simetria vertical) envolvendo minha mania de querer transformar palavras em imagens, já vista em trabalhos como Why So Serious?.
Perder esse concurso é apenas mais um item na sequência de fracassos que venho tendo ultimamente. Primeiro, o cara do Estadão que me entrevistou e não publicou parece ter se esquecido de mim, e não estou com saco para lembrá-lo. Segundo, minha exposição foi um sucesso, mas a imprensa não apareceu de jeito nenhum, mesmo com tudo praticamente acertado, de modo que ainda tenho que ralar pra achar lugares onde expor novamente. Terceiro, a IdeaFixa não selecionou meus trabalhos.
Em suma, alguém está conspirando para que eu não fique famoso agora, porque isso tiraria meu foco do vestibular e arruinaria minha vida, ou seja, alguém que quer o meu bem. Não vou dizer “Deus” para não dar esse gostinho a Ele. É preciso mais do que isso para me “desconverter” do agnosticismo =).
Com quase 15 dias de atraso, finalmente saiu a nova edição da revista IdeaFixa, aquela à qual enviei alguns trabalhos. Pois é, não fui selecionado =/. Não vou fazer comentários de mau-perdedor como “meus trabalhos são muito mais interessantes do que alguns que foram selecionados”, porque uma pulga atrás da minha orelha não para de dizer que minha não-seleção tem algo a ver com o fato de eu ter enviado fora do prazo (embora tenham entrado em contato comigo falando que eu poderia enviar até uma nova data, na qual eu enviei – só que confusões sempre acontecem). Mas talvez tenham deixado de me selecionar meramente pela falta de acabamento técnico dos trabalhos mesmo. Em ambos os casos não há nada a ser feito. Bola pra frente.
(Só o que me irrita é as coisas insistirem em dar errado logo quando estou mais confiante, e darem certo quando não espero nada – sempre é assim comigo, é angustiante)

Terminou Dual, a minha primeira exposição. 563 assinaturas no livro de visitas (some-se a uns 12 que não assinaram), um recorde da Galeria se se considerar que ficou aberta durante apenas 13 dias.
Foi um sucesso, as pessoas ficaram deslumbradas. Teria sido um sucesso ainda maior se não fossem os atrasos fatais em lidar com as questões de imprensa (tanto que no fim acabou não indo imprensa alguma).
Passou por lá gente legal e gente chata, gente jovem e gente velha, gente feia e gente bonita, gente rica e gente pobre, gente burra e gente inteligente, gente normal e gente doida… E tive o prazer de conhecer melhor algumas dessas gentes. Conversar com elas, aprender com elas sobre as minhas próprias obras, como até propus no texto de apresentação. Foi muito bom.
Lamento profundamente que as pessoas que eu mais gostaria que fossem não tenham ido, mas confesso que eram também as que eu menos esperava que fossem ter tempo para ir… Então estão todos perdoados (estou falando isso apenas por educação, provavelmente ainda vou ficar chateado por algumas semanas
).
Das portas que eu esperava que se abrissem, nenhuma se abriu, mas outras, que eu não esperava, foram abertas. Esta exposição certamente foi o começo… do resto da minha vida
(palhaço ¬¬).
Dificilmente haverá outra exposição minha nos próximos 6 meses ou mais. Quem não foi para esta vai ter que esperar sentado agora
.

Abraço, e obrigado aos que foram ou ao menos tiverem muita vontade de ir
Estão todos convidados. E se puderem convidar outros, convidem
. Criei uma página com mais detalhes (mais informações serão adicionadas durante e depois da exposição).
Aqui vocês podem ver a notícia no site da UFPE.
Arquivado em: Ambigramas, Desenhos e Pinturas | Tags: ambigram, ambigrama, amor, black, black or white, branco, clockwork orange, coringa, desenho com palavras, heath ledger, joker, laranja mecânica, michael jackson, negro, ultraviolência, ultraviolence, white
A revista IdeaFixa esteve selecionando, para compor sua próxima edição, trabalhos sob o seguinte tema:
“Dizem por aí que uma imagem vale por mil palavras. Mas quais são as possibilidades de uma imagem feita com palavras? O que muda numa imagem quando se tem algo escrito nela? É o que a IdeaFixa quer saber de você na próxima edição. As imagens podem ser apenas tipográficas ou usarem a tipografia como apoio.”
Ou seja, perfeito para mim…
Acontece que o material que eu tenho nessa área está com qualidade péssima, tive que refazer, e isso me atrasou e quase me deixou fora do processo de seleção (mandei quase agora, quase três dias depois do fim do prazo, mas felizmente aceitaram – só não sei ainda se selecionaram)… Seguem abaixo os trabalhos que enviei:
Ah, aproveitando a ocasião… Para os que ainda não sabem, minha exposição vai atrasar um pouco, vai começar quinta-feira, às 12:00, e ficará até dia 21, de segunda a sexta, das 8:00 às 17:00, na Galeria Capibaribe, no Centro de Artes e Comunicação da UFPE. Estão todos convidados! Alguns estarão mais convidados do que outros porque em breve um dos caras responsáveis pela divulgação da exposição enviará um convite por e-mail todo bonitinho para uma lista que fiz de familiares, amigos, conhecidos, professores, faxineiros, médicos, paqueras, ídolos, fãs… Enfim, só vai pouca gente se a exposição estiver uma porcaria, porque a divulgação já está providenciada…
Arquivado em: Ambigramas | Tags: ambigram, ambigrama, ambigramas convencionais, ndesign
Algumas palavras pedem para virar ambigrama… E é quase impossível negar-lhes esse pedido de existência, insistentemente repetido em minha mente… “Crie-me, Victor!” (nossa, tô ficando obcecado com esse troço de ambigrama xP). Ok, chega de besteira. Tava sem nada pra fazer… Ou melhor, tinha um monte de coisa pra fazer (é sempre assim, perco mais tempo quando mais preciso dele) e resolvi fazer isso:

Esbocei a idéia no papel e depois fiz de qualquer jeito no computador. Sim, eu não sei bulhufas de tipografia.
Pra quem não sabe o que é NDesign, veja aqui. Falando nele… Que bagunça, viu… Espero que quando começarem pra valer as palestras, oficinas, visitas técnicas e tudo o mais (segunda-feira, 20 de julho) a coisa tome rumo… Até agora nada tem começado no horário (o que não é exatamente novidade, mas eu nutria esperanças de que a coisa fosse diferente num congresso nacional), o alojamento (acampamento na verdade), cheio de gente sem camisa, acabou tomando áreas que não estavam previstas inicialmente, fazendo todo o local do congresso parecer Woodstock… Mas parece que é porque tinha chovido ou algo do tipo. Vamos ver como as coisas se desenrolam.
P.S.: Foi massa o evento
! Mudou minha vida… Apesar da desorganização e tudo o mais.
O 19º Encontro Nacional de Estudantes de Design (NDesign, ou apenas N), que acontecerá aqui em Pernambuco, começa amanhã e não estou empolgado. Eu estive bem mais animado para o ÉDesign PE (Encontro Estadual de Estudantes de Design de Pernambuco) 2008, que no final acabou sendo bem fraquinho, especialmente se comparado ao ÉDesign 2007 (primeiro evento de Design a que fui, embora eu não fosse, e ainda não seja, estudante de Design xP…), que foi muito bom. Inclusive a comissão organizadora desse N é praticamente a mesma do É 2007.
A verdade é que estou irritado. Não vou poder participar direito desse N. Um N, poxa! “Um dos maiores acontecimentos de Design da América Latina”, uma oportunidade única de conhecer pessoas interessantes do país inteiro, do exterior talvez, e de aprender muuuuita coisa legal. Quando é que vai ter outro evento desses em Pernambuco? Mas, infelizmente, como não estou de férias do IFPE, e estamos em fim de período por lá, não posso me dar ao luxo de faltar muitas aulas na semana do evento, até porque em muitas delas serão aplicadas provas. Isso automaticamente me impede também de ficar no alojamento do N, já que vou ter que voltar pra casa todo dia, o que me lembra de outro problema: a sede do evento vai ser longe pra caramba (numa faculdade em Olinda), pelo menos pra mim, levo mais de uma hora pra chegar, o que significa que também não vou poder ficar para as festas, que acontecerão muito tarde (esse é o menor dos problemas, não curto festas, muito menos festas cheias de gente). Felizmente estou em recesso do pré-vestibular, por isso vou poder comparecer ao evento todos os dias à tarde.
Outra coisa ruim é que seria uma boa oportunidade de mostrar meu trabalho como artista plástico através de uma atividade do N chamada “Expobit”, mas quando fui pensar nisso as inscrições para ela já haviam acabado. Mas tudo bem, é melhor que minha exposição no CAC-UFPE em agosto seja a minha primeira, já que haverá mais divulgação da mídia em cima dela e “um artista plástico de 17 anos expondo pela primeira vez” soa mais interessante. Eu também poderia ter me inscrito para ministrar uma oficina de ambigramas ou coisa assim, mas tudo bem, fica para a próxima.
Falando na minha exposição, ela é outro dos motivos que me impedem de relaxar e entrar de cabeça no NDesign. Pra começar, deixei de fazer uma obra muito boa, no estilo de Anatomia de Um Coelho, para participar do evento, pois esta semana será a penúltima antes de exposição, e na última tudo já deveria estar pronto, todas as obras com o coordenador da Galeria, emolduradas… Embora eu ainda vá resolver alguns aspectos (quase todos, na verdade) relativos à exibição dos ambigramas (que já é outra preocupação que me impedirá de relaxar durante o evento).
Enfim, meu sentimento é de ter a oportunidade de pegar a Juliana Paes no dia em que me dizem que minha mãe morreu… Não vou aproveitar nada do momento, só vou fazer pra dizer que fiz.
Este ambigrama é de um tipo novo, o primeiro tipo realmente inventado por mim, cujo nome ainda não decidi qual vai ser
. Usa o mesmo princípio visto em Retrato de Jan Švankmajer. A verdade é que esse ambigrama faz parte de um outro desenho meu (no mesmo estilo do anterior) chamado Vitiligo, que não publicarei na internet até o fim da minha exposição (que acontecerá de 3 a 21 de Agosto). Abaixo está a leitura que será vista no desenho normal, onde lê-se “Negro” (não muito claramente, admito, mas fiz o que pude).

Negro/Branco
E agora, simulação de como se veria o texto através de duas camadas de papel celofane azul:

Branco
E, apesar de não estar nos planos fazer isso quando o desenho com o ambigrama for exposto, mostro abaixo como se veria o texto através de duas camadas de papel celofane vermelho:

Negro
Algumas pessoas comentaram que minhas últimas produções na área de ambigramas (como Why So Serious? e Nirvana) “podem estar mal-classificadas, por talvez não poderem ser realmente chamadas de “ambigramas”. Eu acredito que minha classificação esteja correta. Irei argumentar, mas também levantarei algumas questões e exporei os grandes problemas de tentar se definir o que, de fato, é um ambigrama. Estou escrevendo este post em português e inglês porque gostaria de ouvir a opinião de outros ambigramistas, sendo a maioria dos que conheço estrangeiros e falantes de inglês (embora nem sempre como língua nativa), como Nagfa, ou o próprio John Langdon (pra quem não sabe, o cara dos ambigramas do livro/filme Anjos e Demônios).
Vamos começar pelo significado literal da palavra, que por enquanto ainda é um neologismo em português (não existe no dicionário). Ambi- significa “ambos”, “dois ao mesmo tempo” (veja palavras como ambidestro, ambiguidade…), e -grama significa “leitura”, “letra”, “texto escrito”, “registro” (veja palavras como gramática, anagrama, eletroencefalograma…), logo, o termo significa “duas leituras ao mesmo tempo”. Para alguns, portanto, pode parecer óbvio que ambigramas só envolvem letras e/ou palavras, isso porque essas pessoas associam “leitura” a coisas escritas em linguagem verbal, mas o fato é que se pode “ler” coisas não-verbais. Tudo que possui uma linguagem (linguagem visual, linguagem sonora, linguagem corporal…) pode ser lido, interpretado.
Eis o grande problema. Minha irmã chegou a brincar comigo dizendo que eu chamo tudo de ambigrama… Disse que se eu visse um travesti eu diria que era um ambigrama, que se eu visse um ornitorrinco eu diria o mesmo =D… É realmente complicado. Será que as pinturas de Arcimboldo não podem ser chamadas de ambigramas? O vaso de Rubin, algumas pinturas de Salvador Dalí? Este é o momento em que alguém levanta da cadeira e diz “Peraí, isso já tem nome! São ilusões de óptica!”. Bingo. Realmente são ilusões de óptica, mas a questão é que o conceito de ambigrama, sob minha perspectiva, vai muito além do de ilusão de óptica. Músicas que digam coisas diferentes se tocadas de trás pra frente, por exemplo, seriam ambigramas. Contudo, uma comida que tenha coisas quentes e coisas geladas, ou coisas doces junto com coisas salgadas, não seria um ambigrama, uma vez que um ambigrama é uma coisa única que possui “duas leituras ao mesmo tempo“, mesmo que as duas leituras não sejam perceptíveis ao mesmo tempo.
Creio ser a hora de enunciar a definição que proponho. “Ambigrama é todo elemento que, sem sofrer alterações em seu conteúdo, pode ser conscientemente percebido de duas ou mais formas por pelo menos um dos sentidos humanos“. Isso incluiria desde ilusões de óptica a músicas que fazem sentido tocadas de trás para frente, além de outras coisas que os humanos ainda nem inventaram =P. Eu gostaria de saber o que pensam dessa definição.
Some people said that my late productions on the matter of ambigrams (like Why So Serious? and Nirvana) may be misclassified, for they may not really be called "ambigrams". I believe my classification is correct. I'll argue it, but I'll also bring up some questions and expose the great problems of trying to define what an ambigram is indeed. I'm writing this post in portuguese and english because I'd like to hear the opinion of other ambigramists, and most of those I've seen were foreigner and english speakers (although not always as native language), like Nagfa, maybe even John Langdon(for those who don't know, he's who made the ambigrams for the book/movie Angels and Demons).
Let's begin with the literal meaning of the word. Ambi- means "both", "two at the same time" (see words like ambidextrous, ambiguity...), and -gram means "reading", "letter", "written text", "register" (see words like grammar, anagram, electroencephalogram...), so the word means "two readings at the same time". To some people therefore it seems obvious that ambigrams only involve letters and/or words, because those people associate "reading" with things written in verbal language, but the fact is that you can "read" non-verbal things. Everything which have a language (visual language, sound language, body language...) can be read, interpreted.
That's the problem. My sister even joked saying that I call everything "ambigram"... She said that if I saw a transvestite I would say it is an ambigram, that if I saw an ornithorhyncus I would say just the same =D... It's truly complicated. Can't Arcimboldo's paintings be called ambigrams? And Rubin Vase and some Salvador Dalí paintings? This is the moment someone gets up from his chair and says "Wait, these have a name already! They're optical illusions!". Bingo. They're optical illusions indeed, but the fact is that the concept of ambigram, under my perspective, goes far beyond this of optical illusion. Musics that say different things when played backwards, for instance, would be ambigrams. However, a food that has cold stuff and hot stuff, or sweet stuff and salted stuff, wouldn't be an ambigram, once ambigram is a single thing that has "two readings at the same time", even if those readings are not perceptible at the same time.
I think it's time to enunciate the definition I purpose. "Ambigram is every element that, without having it's content altered, can be knowingly perceived in two or more different forms by at least one of the human senses". That would include from optical illusions to musics which make sense when played backwards, besides some other things that humans have not invented yet =P. I'd like to know what you do think about this definition







