Arquivado em: Desenhos e Pinturas | Tags: art, arte, chess, gouache, guache, painting, pintura, xadrez
Guache e lápis de cor sobre tela.
Não há ilusão de ótica intencional nesta pintura, são só duas cabeças num tabuleiro de xadrez. De certa forma, contudo, acaba sendo uma ilusão de ótica, se tomarmos como seu conceito “enganar visualmente”, pois esta obra engana visualmente ao fazer o observador se sentir enganado sem que haja enganação alguma =P.
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Pra quem pegou o bonde andando, este blog é uma tentativa de reconstrução do antigo http://caopolis.brogui.com, que saiu do ar devido a um grave problema com o serviço BroguiBlogs de criação de blogs. Estou avisando porque alguém pode estranhar o fato de haver uns 30 posts publicados somente no dia de hoje, e também podem estranhar a maneira apressada como publiquei, por exemplo, os ambigramas. É que não consegui restaurar o backup do blog antigo, então tive que refazer tudo manualmente.
Como era óbvio que eu não iria conseguir reproduzir tudo igualzinho, acabei foi fazendo tudo diferente. Há posts no início falando sobre desenhos dos quais eu não havia falado no blog antigo. Há desenhos que foram publicados no outro blog, mas os comentários agora estão substancialmente diferentes, contendo algumas curiosidades inclusive… A ordem dos poemas está diferente… Há, também, desenhos, poemas e ambigramas novos… Ou seja, mesmo pra quem já conhecia o antigo Caópolis (Arthur xP), recomendo dar uma olhada geral pelo novo blog.
João, prezado amigo
Que fazes com essa mão?
Por que arranhas e bates, João
O belo tampo de teu caixão?
Por que gastas tuas unhas, irmão?
O sangue, teu precioso sangue
Todo borrifado pelo chão
Descansa essa maldita mão, João!
Deixa que o tempo faça o que faz
Para que tanta angústia, rapaz?
A vida é um sopro, recebe-o em teu rosto
E deixa que vá quando tiver que ir
Tua vida não foi completa?
E qual foi?
E como a tua seria?
E como alguma poderia ser?
Pare de gritar, João!
Lembras do que falei
Sobre a vida ser um sopro?
Pois é, tu só o estás pondo para fora em vão
E ninguém há de te ouvir!
Ou hão, e serás famoso
O homem que saiu do caixão!
Tu viverias melhor então, João?
Ou não terias aprendido a lição?
Negas a pobre morte
Enquanto ela te aceita de braços abertos
Como uma mãe que reencontra o filho
Nascestes para este caixão, João
Não adianta dizer que não
E agora nele estás
Então que nele fiques
Em plena resignação
Mais alguns Ambigramas de Rotação.
- arthur/soares
- certo/errado
- dual/dual
- dualidade/dualidade
Meus olhos se umedecem
A dor é tremenda
Meus lábios se emudecem
Grito algum aliviará minha dor
Grito algum irá acordá-lo
Eu limpo os olhos
E não me surpreendo
Em ver que choram sangue
Viver tornou-se um pesadelo
Então, quem sabe, ele é que está acordado
Viver tornou-se uma prisão
Então, quem sabe, ele é que está livre
As finas teias do amor
Sobrevivem entrelaçadas
Às fortes cordas da esperança
Mas as chamas perversas do tempo…
Tempo, ele tinha tanto pela frente…
Somente o tempo dirá agora…
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Este é para uma amiga minha, cujo namorado entrou em coma há alguns meses atrás. Os irmãos Hipnos e Tânatos são, respectivamente, os deuses do sono e da morte na mitologia grega.
A vida é uma semente num viaduto
Uma gota de esperança num mar de sangue
Sentimentos que não afloram
Flores que não desabrocham
Broches cravados na pele, dizendo quem somos:
Homossexuais hermafroditas, auto-copulando
Quebrando todos os ócios
Ao cair no abismo de pessoas
Uma semente que não germina
Uma ave que não voa
A vida era um viaduto nascido de uma semente
Uma ponte entre dois pontos
Agora é inércia
Em alta velocidade
E agora, uma novidade para quem já viu o blog antigo, os “Ambigramas de Reflexão” que fiz. Nesta modalidade, as duas ou mais leituras se efetuam usando-se um espelho (ou invertendo a imagem horizontalmente em algum programa de edição de imagem). Nos ambigramas abaixo eu pus as duas leituras possíveis (ou uma, quando simétrica) para cada ambigrama.
- bem/mal
- espelho/espelho
- esquerda/direita
- homem/macaco
- reflexo/reflexo
- homens/maquinas
- simetria/simetria
Aqui estão os “Ambigramas de Oscilação” (duas ou mais palavras podem ser lidas apenas alterando-se a percepção das letras) que fiz até agora:
- amor/love
- peace/war
- razão/paixão
- vida/morte
Como eu já havia contado toda a história de como comecei a fazer ambigramas e coisa e tal no meu blog antigo, estou com preguiça de contar de novo, então vou simplesmente expor os ambigramas aqui, com a novidade de que os estarei dividindo em categorias (Rotação, Oscilação, Reflexão e, futuramente, Sobreposição – eu que inventei os nomes, ó q lindo ;D). Neste post estão todos os Ambigramas de Rotação (pode ser lido de duas formas – iguais ou diferentes – se rotacionado) que fiz até agora. Os que eu fizer daqui pra frente não serão adicionados a este post, serão postados da forma antiga, com historinha, comentário e tudo o mais xP.
Só pra não dizer que eu não expliquei nada, vou tentar resumir a história toda. Ouvi falar de ambigramas pela primeira vez no livro Anjos e Demônios, de Dan Brown. Como, no livro, ele disse que só os grandes mestres conseguiam fazer (apenas mais uma afirmação generalizadora e inconsistente dele, por sinal), nem pensei em tentar. Tempos depois, contudo, resolvi fazer um teste. Comecei com meu nome, Victor, e não é que deu certo? Então fui fazendo outros e mais outros, nomes de amigos, nomes de coisas, e então comecei a pesquisar mais sobre o assunto, e descobri que haviam outros tipos, então tentei fazer desses outros tipos, e consegui, e aqui estou eu com meus ambigramas. No meio do caminho, descobri outras pessoas que também faziam ambigramas, e encontrei também meu arquirrival no assunto, o site Flipscript, que faz ambigramas rotacionais automaticamente (mas nem sempre dá certo, e é nesse ‘nem sempre’ que tento, e até agora tenho conseguido, superá-lo).
Obs.: Os ambigramas cujas imagens possuirem apenas uma “palavra” é porque são idênticos ao girar. Os que possuem duas são os que mudam ao girar.
- caópolis/caópolis
- clara/percílio
- eletrônica/eletrônica
- gire/gire
- homem/mulher
- maristane/maristane
- rafael/cavalcanti
- renê/michelle
- rildo/pereira
- victor/victor
- victor/hugo
- victor/maristane
- beleza/interior
- bem/mal
- ciencia/milagre
- deep/cut
- disfarce/humano
- dor/prazer
- galeria/capibaribe
- gelson/zord
- nascer/morrer
- sim/não
- ufpe/ufpe
- verdade/mentira
Meu rei arremessado do tabuleiro
Pelo adversário prepotente impacientemente decepcionado com minha derrota patética
Todas as coisas que eu nunca vou ser (eu não serei um mestre (em nada (nunca)))
(nervoso, ponho meu rei do volta no jogo)
E de repente meus planos sólidos parecem devaneios juvenis
Xeque
Sou só mais um na multidão
Dos que acham que não são só mais um na multidão
Foi tentando ser tudo que acabei não sendo nada
Eu estou apenas na média dos acima da média
Xeque
E de repente a minha revolução se desmantela
Minhas idéias já foram pensadas antes
E para sempre estarão perdidas
No oceano das coisas
Que nunca poderei provar que descobri sozinho
Eu sou só mais um
Perdido
Xeque
O que me conforta é a espontaneidade da minha produção intelectual
Vou perder essa partida
Mas ao menos posso dizer que joguei do meu jeito
Desajeitado, apressado, um bocado desatento
Justificando erros com a voz esganiçada de quem não sabe o que dizer
Há um filete de felicidade vibrando em meu coração despedaçado, afinal
Xeque
Peças minhas descansando desapontadas ao lado do tabuleiro
De umas jogadas pra cá venho só tentando um empate
Mas as casas abaixo do meu rei estão em falso
E cada passo errado parece a véspera de um
Xeque-mate








































