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Hoje, há pouco mais de um ano no ar, este blog finalmente atingiu 10000 visitas… diárias…
Não, estou brincando =P. Esse dia ainda vai chegar, mas por enquanto vamos comemorando as pouco mais de 10000 visitas totais, de fato atingidas hoje.
Este não é um blog que pretende ser um bom blog. É um blog para mostrar meu trabalho, só. Então todo o sucesso dele representa invariavelmente o sucesso do meu trabalho, e vice-versa. Confesso que 10000 visitas totais, realmente, não é lá um grande sucesso, mas sou grato por isso ainda assim. Não vou dar uma de ganhador de prêmio e agradecer a meu pai, minha mãe, minha irmã, meu gato… Não por enquanto, por achar que seria ridículo agradecer às tantas pessoas que me ajudaram por uma conquista tão pequena como esta. Quando for maior, mais digna destas pessoas, hei de agradecer.
Por ora agradeço aos que têm me ajudado em menor grau: meus visitantes, mesmo os que aparecem apenas para pedir ambigramas. E já os deixo avisados que este é provavelmente um dos últimos posts antes de mudanças drásticas envolvendo este blog (alguns de vocês devem imaginar que tem a ver com atrair mais visitas… realmente é uma das consequências do que farei, mas haverá outras). Estou apenas esperando acabarem os vestibulares todos que terei que fazer até o fim de dezembro. Depois disso, nada mais será o mesmo para mim, tanto neste site como fora dele.
Fui selecionado para ministrar uma oficina sobre ambigramas no Encontro Estadual de Estudantes de Design de Pernambuco 2009, o ÉDesign. Haverá a parte teórica com slides super legais que fiz =D, e a parte prática, com dicas e orientações minhas. Fui avisado há um bom tempo, mas eu queria terminar uma coisa antes de fazer este post… E essa coisa é isto:

Meu primeiro ambigrama real e decentemente vetorizado, e consequentemente o mais bonitinho e bem acabado. O ambigrama em si não foi lá tão difícil de desenvolver, já que é bem parecido com o de NDesign, e a própria vetorização não foi muito trabalhosa… Acho que estou pegando a manha…
A data e o horário exato em que darei a oficina eu ainda não sei, mas não importa a vocês, afinal as inscrições pela internet para o evento já estão acabando e a maioria de vocês é de outro estado e não tem interesse em eventos de design e teriam que ser muito obcecados por ambigramas ou por mim pra viajar e participar de um evento só pra ver uma oficina minha. De qualquer forma, vou dizer, daqui a pouco, “estão todos convidados!” só por hábito, mas não significa nada, até porque o evento é pago. Estão todos convidados!
Evito transformar este blog num depósito de coisas interessantes que acho na internet, embora seja um bom caminho para o sucesso se eu souber pegar carona nos memes certos (o que eu me recusaria a fazer, pois ‘memes certos’ e ‘coisas que acho interessante’ raramente classificam uma mesma coisa, eu teria que mentir). Também evito, porém menos, transformá-lo em um blog de opinião, mas só enquanto eu não tiver público o suficiente para que valha a pena falar por aqui o que penso sobre as coisas.
Abrirei uma exceção. Não é lá uma senhora exceção, até porque o assunto é velho, então não haverá uma quantidade considerável de visitas a mais por causa deste post, o que manterá o blog no lado underground da web por mais um tempo.
Pois bem, chega de enrolação josé-saramáguica (ando lendo uns livros dele, deve ser por isso) e vamos ao ponto: estou viciado no Skoob. Não é por menos, o site é o maior e melhor do Brasil na área de “redes sociais de leitores”, sei disso não só pelo slogan, mas por experiência própria mesmo. Comecei a usar O Livreiro há alguns dias (eu já tinha ouvido falar há muito tempo, assim como do Skoob, mas não sei por que não havia dado atenção antes), e pouco tempo depois descobri o Skoob, e migrei assim que tive contato com suas excelentes funções.
Não sei se é porque sou bibliófilo, mas o site é simplesmente fantástico, dá pra registrar livros ou edições de livros que ainda não foram cadastrados, dá para classificar livros como lidos, que serão lidos, que estão sendo lidos, abandonados, possuídos, emprestados, favoritos… No meu perfil já estão listados todos os livros que lembro de ter lido na vida, com exceção de alguns infantis dos quais mal-e-mal me lembro a capa e não posso garantir que li inteiros. Todos os livros da minha aba “Tenho” estão com as capas das edições que de fato possuo, graças a muitas pesquisas no Google, a algumas digitalizações e, principalmente, à liberdade do sistema.
Só espero que continue assim, mas, infelizmente, hoje mesmo acabei de ver uma nuvem negra no céu do Skoob: um otaku qualquer adicionou uns mangás de Dragon Ball como livros. Se ele tivesse adicionado individualmente já seria suficientemente repreensível, mas ele chegou ao cúmulo da desorganização de tirar uma foto de um monte de mangás, dar o título “Dragon Ball Z – Coleção Completa”, fazer isso umas três vezes, e numa delas ainda errar o título, pondo “Bragon Ball”. Puta que pariu, o que um retardado está fazendo num site sobre livros?
Enfim, confio na moderação do site e espero que esse e outros inconvenientes que tive a má oportunidade de ver sejam resolvidos, e gostaria de aproveitar a ocasião para convidá-los a participar do Skoob. Uma vez lá, adicionem-me como amigo. Quero usufruir das funcionalidades “sociais” do site, que também parecem interessantes =).
Fiz isto há um bom tempo, para o primeiro Ambigram Challenge, mas não publiquei aqui por razões competitivas, mas também para não criar muitas expectativas em vocês, já que eu não estava muito confiante de que iria ganhar. E realmente não ganhei, não ganhei sequer uma menção honrosa ou algo do tipo, como podem ver aqui. A verdade é que, se eu soubesse que John Langdon estava participando, eu nem teria tentado, sério mesmo. Mas como fui bem pior que ele e do que uma porrada de gente, eu perderia de qualquer forma. Eis o que enviei:
Um ambigrama do tipo “totem” (eixo de simetria vertical) envolvendo minha mania de querer transformar palavras em imagens, já vista em trabalhos como Why So Serious?.
Perder esse concurso é apenas mais um item na sequência de fracassos que venho tendo ultimamente. Primeiro, o cara do Estadão que me entrevistou e não publicou parece ter se esquecido de mim, e não estou com saco para lembrá-lo. Segundo, minha exposição foi um sucesso, mas a imprensa não apareceu de jeito nenhum, mesmo com tudo praticamente acertado, de modo que ainda tenho que ralar pra achar lugares onde expor novamente. Terceiro, a IdeaFixa não selecionou meus trabalhos.
Em suma, alguém está conspirando para que eu não fique famoso agora, porque isso tiraria meu foco do vestibular e arruinaria minha vida, ou seja, alguém que quer o meu bem. Não vou dizer “Deus” para não dar esse gostinho a Ele. É preciso mais do que isso para me “desconverter” do agnosticismo =).
Se no universo de fato houver seres com inteligência superior à nossa, eles provavelmente não têm tecnologia para entrar em contato conosco. Afinal, se eles forem realmente inteligentes, nunca matam os da sua própria espécie, de onde se conclui que nunca guerreiam entre si, o que por sua vez implica em um grande atraso na tecnologia, já que guerras são uma das maiores motivações para desenvolvimento tecnológico. Não só guerras comuns, mas também, e principalmente, as “guerras frias”, que eles provavelmente também nunca tiveram, e conseqüentemente nunca sentiram o impulso egocêntrico de “conquistar o espaço”. Além de que, se eles forem inteligentes de verdade, estão mais preocupados com a saúde e a felicidade de todos da espécie do que com supercomputadores.
Uma raça superior, sem dúvida. Mas, se um dia nossa ânsia ridícula de explorar o infinito do universo nos levar a encontrá-los, dominar-los-emos, talvez até os escravizemos, e além de tudo alegaremos que o fazemos por serem de uma raça inferior. “Não possuem tecnologia relevante”, diremos, “e são feios”, pensaremos. E eles então seriam transformados em mais escravos para nos ajudar em nossa nobilíssima busca por outros planetas, até que um dia enfim encontraríamos um que abrigaria seres com tecnologia superior e inteligência, portanto, inferior, que dizimariam nossa espécie e livrariam o universo de tal praga. “Não possuem tecnologia relevante”, diriam, “e são feios”.
Com quase 15 dias de atraso, finalmente saiu a nova edição da revista IdeaFixa, aquela à qual enviei alguns trabalhos. Pois é, não fui selecionado =/. Não vou fazer comentários de mau-perdedor como “meus trabalhos são muito mais interessantes do que alguns que foram selecionados”, porque uma pulga atrás da minha orelha não para de dizer que minha não-seleção tem algo a ver com o fato de eu ter enviado fora do prazo (embora tenham entrado em contato comigo falando que eu poderia enviar até uma nova data, na qual eu enviei – só que confusões sempre acontecem). Mas talvez tenham deixado de me selecionar meramente pela falta de acabamento técnico dos trabalhos mesmo. Em ambos os casos não há nada a ser feito. Bola pra frente.
(Só o que me irrita é as coisas insistirem em dar errado logo quando estou mais confiante, e darem certo quando não espero nada – sempre é assim comigo, é angustiante)
Sou um homem agora, mas não porque fiz 18 anos.
Sou um homem por ter enfim aprendido a não expressar meus sentimentos a ponto de já nem mais saber como expressá-los.
Sou um homem por não ter tempo para me entreter como quero, apenas diversão rápida, sem envolvimento, sem engrandecimento pessoal, apenas lixo.
Sou um homem por ter sido engolido pela rotina, por não quebrar mais meus despertadores.
Sou um homem por não dar mais muita importância a amigos de verdade, basta alguém que aguente ouvir uma palavra ou outra das que posso dizer sem revelar como me sinto por dentro (não quero que me achem um maricas).
Sou um homem por estar sem paciência para fazer as escolhas certas.
Sou um homem por estar começando a desprezar as mulheres – não que elas mereçam esse desprezo, apenas ando sem tempo para donzelas em torres guardadas por dragões.
Sou um homem por desprezar os outros homens, e neste caso não posso dizer que não merecem.
Sou um homem por estar pensando apenas em dinheiro, trabalho e sucesso.
Sou um homem por estar deixando de ser humano.

Terminou Dual, a minha primeira exposição. 563 assinaturas no livro de visitas (some-se a uns 12 que não assinaram), um recorde da Galeria se se considerar que ficou aberta durante apenas 13 dias.
Foi um sucesso, as pessoas ficaram deslumbradas. Teria sido um sucesso ainda maior se não fossem os atrasos fatais em lidar com as questões de imprensa (tanto que no fim acabou não indo imprensa alguma).
Passou por lá gente legal e gente chata, gente jovem e gente velha, gente feia e gente bonita, gente rica e gente pobre, gente burra e gente inteligente, gente normal e gente doida… E tive o prazer de conhecer melhor algumas dessas gentes. Conversar com elas, aprender com elas sobre as minhas próprias obras, como até propus no texto de apresentação. Foi muito bom.
Lamento profundamente que as pessoas que eu mais gostaria que fossem não tenham ido, mas confesso que eram também as que eu menos esperava que fossem ter tempo para ir… Então estão todos perdoados (estou falando isso apenas por educação, provavelmente ainda vou ficar chateado por algumas semanas
).
Das portas que eu esperava que se abrissem, nenhuma se abriu, mas outras, que eu não esperava, foram abertas. Esta exposição certamente foi o começo… do resto da minha vida
(palhaço ¬¬).
Dificilmente haverá outra exposição minha nos próximos 6 meses ou mais. Quem não foi para esta vai ter que esperar sentado agora
.

Abraço, e obrigado aos que foram ou ao menos tiverem muita vontade de ir
Estão todos convidados. E se puderem convidar outros, convidem
. Criei uma página com mais detalhes (mais informações serão adicionadas durante e depois da exposição).
Aqui vocês podem ver a notícia no site da UFPE.
Arquivado em: Ambigramas, Desenhos e Pinturas | Tags: ambigram, ambigrama, amor, black, black or white, branco, clockwork orange, coringa, desenho com palavras, heath ledger, joker, laranja mecânica, michael jackson, negro, ultraviolência, ultraviolence, white
A revista IdeaFixa esteve selecionando, para compor sua próxima edição, trabalhos sob o seguinte tema:
“Dizem por aí que uma imagem vale por mil palavras. Mas quais são as possibilidades de uma imagem feita com palavras? O que muda numa imagem quando se tem algo escrito nela? É o que a IdeaFixa quer saber de você na próxima edição. As imagens podem ser apenas tipográficas ou usarem a tipografia como apoio.”
Ou seja, perfeito para mim…
Acontece que o material que eu tenho nessa área está com qualidade péssima, tive que refazer, e isso me atrasou e quase me deixou fora do processo de seleção (mandei quase agora, quase três dias depois do fim do prazo, mas felizmente aceitaram – só não sei ainda se selecionaram)… Seguem abaixo os trabalhos que enviei:
Ah, aproveitando a ocasião… Para os que ainda não sabem, minha exposição vai atrasar um pouco, vai começar quinta-feira, às 12:00, e ficará até dia 21, de segunda a sexta, das 8:00 às 17:00, na Galeria Capibaribe, no Centro de Artes e Comunicação da UFPE. Estão todos convidados! Alguns estarão mais convidados do que outros porque em breve um dos caras responsáveis pela divulgação da exposição enviará um convite por e-mail todo bonitinho para uma lista que fiz de familiares, amigos, conhecidos, professores, faxineiros, médicos, paqueras, ídolos, fãs… Enfim, só vai pouca gente se a exposição estiver uma porcaria, porque a divulgação já está providenciada…







